
“Estou me matando por dentro ao poucos, eu digo, sem medo. Depositei minha confiança em ti, acreditei nas tuas palavras tortas de amor e desacreditei por um instante. Tua sensibilidade arrancou-me lagrimas que escorreram, mas logo se esconderam de vergonha. Sua grosseria me fez gargalhar por alguns segundos. Fui a ti puxando aquele papo de sempre. E você soube pronunciar palavras de extrema sinceridade, acreditei, e me fez sorrir, apenas sorrir. No dia seguinte, eu alegremente queria te agradecer, fui á tua direção, esperando um cumprimento. E fiquei esperando. Você não estava mais ali para me ajudar, como disse que estaria sempre. Você tinha me esquecido, esquecido meu nome, você tinha mudado. Mudado para algo que não sei especificar. Mas você provoca saudades naquela pessoa que um dia te amou. Eu. […] Achei que se importaria, me pediria desculpas, mas não,você não se importa. É como se estivéssemos em uma roda de amigos,e você passase abraçando a todos e pulando a minha vez. É como se eu não existisse. É como se eu fosse uma estranha. E em um lugar totalmente meu, rodeada de pessoas totalmente minhas, ali no canto, bem ali no canto da direita se excluindo de todos, eu encontro você… Você que faz questão de destacar, sublinhar, que mais nada meu é.“ deepsociety